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MensagemEnviado: domingo mai 27, 2007 11:57 am 
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Para o economista, o novo aeroporto não pode ser feito à imagem do actual, mas sim numa lógica internaciona
Augusto Mateus está a preparar o plano de ordenamento do território da Ota, onde defende o conceito de cidade aeroportuária. Apesar de ser a favor da desactivação da Portela, o economista defende que o actual aeroporto poderá compensar uma possível saturação da Ota

Qual a dimensão da ‘sua’ cidade aeroportuária?
Se pudermos juntar aos 1.810 hectares previstos para a infra-estrutura, cerca de 200 hectares para hotéis e serviços, e 450 hectares para logística associada ao terminal de carga e passageiros, teremos mais de dois mil hectares. Isto é o que nós temos previsto, mas uma cidade aeroportuária nasce dos investimentos privados e dos parceiros internacionais, que são atraídos pela disponibilidade de espaço.

Que tipo de parceiros?
Companhias aéreas que pensem usar Portugal na ligação a África e América Latina, parceiros ligados à logística, operadores, gestores de aeroportos.

A especulação imobiliária nos terrenos em redor pode inviabilizar este conceito?
Há aeroportos destes com campos de golfe perto, mas nos temos muitos a ser desenvolvidos no Oeste, logo, pode não valer a pena. Existe o risco de desordenamento e por isso é necessário criar áreas de reserva para que se possa optimizar os custos e evitar eventuais estrangulamentos.

Como é que pode ser feita a ligação à Ota?
Está pensado usar um ‘shuttle’ ferroviário, que na minha opinião, terá de ser articulado com os hotéis que vão existir na Ota e com os que já existem em Lisboa. Um ‘shuttle’ até à gare do Oriente é manifestamente insuficiente, logo teria de ser também para Entrecampos e Alcântara. Isso serviria os hotéis da capital, a Baixa-Chiado, o pólo em torno de Belém e na direcção a Cascais, e o Parque das Nações. Depois terá de se fazer uma ligação ao Oeste e Alentejo litoral, que tem no turismo residencial um dos seus pólos de desenvolvimento.

Essa ligação pode ser feita através da alta velocidade?

Não. A relevância da alta velocidade para o novo aeroporto é permitir alargar a zona de influência para a região centro e para a Espanha (Estremadura, Castela e Leão), trazendo passageiros numa óptica do aeroporto que os serve melhor.

Acredita na viabilidade de uma ligação Lisboa-Porto?
É preciso perceber se os investimentos feitos na linha do Norte, mais os que ainda faltam fazer e a modernização das estações permite um serviço suficiente ou se vale a pena pensar na alta velocidade. Se não permitir, tem de se pensar se vale a pena fazer um projecto no máximo do que a velocidade elevada tem para oferecer ou se faz uma optimização do que temos.

Como podem ser aproveitados os terrenos da Portela?
O fim da Portela é uma grande oportunidade para Lisboa. Pode permitir acabar com a 2º circular como circular e transformá-la numa grande avenida, como os espanhóis fizeram na M30. Podia fazer-se um parque verde e em vez de mais um projecto imobiliário, ter uma reserva de espaço para colmatar uma possível saturação da Ota em 2030 com um pequeno aeroporto para executivos.

O valor da Ota pode resvalar?
Na maioria dos projecto deste tipo, na Europa, resvalou. Barajas, em Madrid, resvalou bastante.

A terceira travessia do Tejo pode ser benéfica na ligação da Ota à margem sul?
Não. A minha convicção pessoal é de que a terceira travessia que está pensada não faz sentido, por razões ambientais e patrimoniais. Não podemos ter uma política de transportes ferroviários que se impõe ao ordenamento do território e ao desenvolvimento turístico. Em primeiro lugar é preciso pensar na localização da estação central. Se fica em Oriente, noutra localização, na desactivada Portela, ou no limite, na margem sul. Em segundo lugar, dificilmente uma solução ferroviária fica apenas ferroviária. Acaba por ser rodoviária. Este é um projecto que tem de ser discutido publicamente, até porque se trata de um investimento de grande dimensão e não há espaço para disparates.

Agilizar alugueres e hotéis
O Conselho de Ministros aprovou ontem um decreto-lei que estabelece o regime jurídico da ocupação e a utilização privativa dos terrenos, edificações e o exercício de actividades na área dos aeroportos e aeródromos públicos. Segundo o Ministério das Obras Públicas, o objectivo deste novo diploma é “melhorar e tornar mais céleres os mecanismos legais que sustentam os alugueres dos espaços comerciais nas aerogares”, como por exemplo as lojas, restaurantes e lojas das companhias aéreas, além de “criar condições para atrair a fixação, junto dos perímetros aeroportuários, de actividades relacionadas, como seja a edificação de unidades hoteleiras”.

IN: Diário Económico

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Luis Lourenço
Sócio Nr. 075


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